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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O QUE PODE ESTAR POR TRÁS DOS ACIDENTES

       Todos os anos, quando chega este período de férias, a imprensa anuncia os inúmeros casos de mortes ocasionadas por acidentes de trânsito ou afogamentos, mostrando-nos a despreocupação das pessoas com a vida. Isto nos convida a refletir sobre o comportamento do homem, no mundo moderno, pois parece que o bem maior, que é a vida, esse não tem mais valor. Será que a busca incessante pelo ter, está contribuindo para que as pessoas se tornem suicidas em potencial?

      A ingestão abusiva de álcool, de droga, o dirigir em alta velocidade e/ou alcoolizado, a imprudência no mar, leva-nos a pensar no desejo inconsciente que essas pessoas têm de se destruírem. No entanto, este desejo está mascarado pelos sentimentos de onipotência, de narcisismo, de egocentrismo, que tomam conta do homem moderno. Estes têm a função de preencher um vazio interno, assim como, negar os sentimentos de menos valia, de incompetência, de baixa auto-estima, que importunam muitas pessoas, gerando-lhes sofrimento.

      Vivemos numa época em que o humano se cobra e se exige muito. Vive numa eterna corrida, para vencer a competição, que a sociedade moderna impõe. Com isso, busca desenvolver a imagem de um “super-herói”, pois talvez desta forma, consiga atingir o seu objetivo, ou seja, ir para o pódio da vida, arrancando aplausos de muitos e nutrindo o seu lado narcísico. Fixado em ser o vencedor, passa a agir como um ser insuperável, percebendo-se muitas vezes, como um deus, não precisando, portanto, respeitar as regras. Estas são compreendidas como desafios a serem enfrentados. Julga-se capaz de vencer qualquer limite, até mesmo, o da finitude. Nada teme, não mede as consequências de seus atos, pois o seu único foco é ser reconhecido como um “super-herói. Nessa ânsia do reconhecimento, é que o “super-herói” acaba destruindo a sua vida e a de outras pessoas, que talvez apostassem na sua vitória.

    E aí, fica um questionamento; quantos “super-heróis” precisarão morrer, para que as pessoas passem aceitar a sua condição de humano, ou seja, de um ser que tem limitações, que é frágil, sensível, finito, mas que pode viver por muito tempo, desde que saiba conviver com elas.



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

DEPRESSÃO PÓS FÉRIAS

        Pesquisa divulgada em janeiro, pelo Instituto de Pesquisa, Prevenção e Tratamento de Stress - Isma aponta que 23% dos brasileiros sofrem de depressão pós férias.
       
       É normal que algumas pessoas ao terem que retornar as suas atividades laborais sintam um desânimo, fiquem tristes, sintam-se angustiadas e até um pouco irritadas, pois terão que abrir mão daquela liberdade que as férias lhes proporcionam. Na medida em que começam a engrenar no ritimo do trabalho, a tendência desses sintomas é desaparecer. Caso isso não ocorra, deve investigar se está ou não desenvolvendo um quadro de depressão.

      Tem pessoas que ao verem que o final das férias está se aproximando, começam a se angustiar porque terão que voltar a trabalhar. Trabalhar é o normal da vida, férias é que são transitórias. Portanto, não justifica este sentimento. Essa angústia pode estar associada a algum desconforto no local de trabalho. Nesses casos, é interessante a pessoa avaliar se está ou não contente com a sua atividade profissional, com o local de trabalho, com as relações que estabelece com seus colegas. Se após fazer esse balanço o saldo for negativo, não espere, comece a buscar outras alternativas. Não fique esperando que a sua chefia o projete para o mercado de trabalho, mas você mesmo pode se projetar. Caso contrário, passará mais um ano reclamando, sofrendo e pagando o preço de não ter a coragem de virar á mesa.

      Existem, também, aquelas pessoas que ao retornarem das férias, referem que não conseguiram descansar. No entanto, esquecem de contar que haviam preparado uma lista de coisas para realizar neste período. Não lembram ou não sabem, que o período de férias é para curtir a família, os amigos, ou até mesmo, a vida, sozinhos. Não precisa ficar totalmente na inércia, mas precisa quebrar a rotina. Fazer  coisas que não teve tempo de fazer o ano inteiro. Desligar os telefones, não entrar nos emails, evitar de escutar noticiários, distanciar-se daquelas pessoas que só contam desgraças. Aproveitar este período para se conhecer, para se mimar, para se fazer feliz.

     É importante que ao retornar de férias, você valorize seus finais de semana, fazendo coisas que lhe dão prazer. Faça uma atividade física, exercício respiratório para baixar o índice de ansiedade, utilize-se de técnicas de relaxamento para diminuir a tensão. Inicie um curso, faça novos projetos, comece um trabalho voluntário, saia da rotina. Mude aquilo que não gosta e evite as coisas que lhe desagradam. Assim, você estará evitando desenvolver um quadro de stress.









segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

FAXINA NA ALMA


        Hoje recebi de uma das minhas irmãs do coração este poema "Faxina na Alma" do Carlos Drummond de Andrade, que já conhecia, mas sempre que leio, fico a refletir sobre ele. Por isso, resolvi dividir com aqueles que são meus seguidores, leitores ou que apenas visitam o meu blog,  já que este poema nos mostra que sempre é tempo de recomeçar. 

        Convido-os a exercitar o pensar e abstrair o que está nas entrelinhas deste poema de Drummond.

       "Não importa onde você parou...Em que momento da vida você cansou...


         Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...

         É renovar as esperanças na vida e o mais importante...

        Acreditar em você de novo.

        Sofreu muito neste período? Foi aprendizado...

        Chorou muito? Foi limpeza da alma...

        Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia...

       Sentiu-se só por muitas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos...

      Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora...

       Pois é...agora é hora de reiniciar...de pensar na luz...

        De encontrar prazer nas coisas simples de novo.

       Um corte de cabelo arrojado...Diferente? Um novo curso...

       Ou aquele velho desejo de aprender a pintar...de desenhar...dominar o computador...

       Ou qualquer outra coisa...

       Olha quantos desafios...Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.

       Tá se sentindo sozinho? Besteira...

      Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"...
    
      Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.

       Ficamos horríveis...o mau humor vai comendo o nosso fígado...

      Até a boca ficar amarga...RECOMEÇAR...

       Hoje é um dia bom para começar novos desafios. Onde você quer chegar??

       Ir alto...Sonhe alto...Queira o melhor do melhor...Queira coisas boas para a vida...

      Pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos...

      Pensa-se pequeno...Coisas pequenas terão...

     Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor...

     O melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da faxina mental...

     Joga fora tudo que te prende ao passado...Ao mundinho das coisas tristes...

     Fotos, peças de roupas, papel de bala...Ingressos de cinema, bilhetes de viagens...

    E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados...

    Jogue tudo fora..Mas principalmente...

    Esvazie seu coração... Fique pronto para a vida...Para um novo amor....

    ("amor incondicional: de pai, de mãe, de homem e mulher, de filhos...')

     Lembre-se somos apaixonáveis...

    Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes....

    Porque somos do tamanho daquilo que vemos e não do tamanho de nossa altura...."













domingo, 6 de fevereiro de 2011

REFLETINDO A PARTIR DO MUNDIAL DE ATLESTISMO IPC 2011

        Tem coisas na vida que nos levam a pensar. Ouço tanta gente reclamando da vida, criando problema onde não tem, vendo dificuldade e criando empecilhos para fazer qualquer coisa. Geralmente são pessoas saudáveis, sem limitações físicas e mentais. As únicas limitações que têm, são as que eles mesmos criam para si. No entanto, vemos pessoas que talvez tivessem motivo para estar reclamando, mas que estão dispostos a enfrentar desafios e que são imensamente gratos pela vida que tem e pelas oportunidades que lhes são dadas.

        Identificamos isso, no Mundial de Atletismo IPC 2011, que aconteceu no período de 21 a 30 de janeiro, na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, que contou com a participação de 1200 atletas. Esta foi à primeira vez na história do atletismo que foi permitido a participação de atletas das quatro áreas de deficiência (motora, visual, paralisia cerebral e a área intelectual), num campeonato mundial. Esses atletas passaram por treinos diários, a fim de poder participar do Mundial de Atletismo. Participaram de Campeonatos Nacionais, Europeus e Internacionais no período de 2009 e 2010. Mostraram, com isso, a perseverança, a dedicação, o entusiasmo que toma conta da vida de cada um deles, dando-lhes condições e garra para enfrentarem os desafios propostos. As limitações físicas e mentais não os impossibilitaram de realizarem seus sonhos.

        Entretanto, quantas são as pessoas que acreditam não serem capazes de realizar seus sonhos? Geralmente são pessoas que não se percebem merecedoras das coisas, não estão dispostos a enfrentar as dificuldades e os tropeços que todo novo desafio nos coloca no caminho. Que preferem não abrir mão da mesmice em que vivem, deixando evidenciada, a existência de um ganho secundário, nesse seu modo de funcionar. Preferem não sair da sua zona de conforto, porque não acreditam no seu potencial, carregam consigo um sentimento de menos valia,  achando que não são  capazes de fazer algo novo, pelo medo de errar. Esquecem que só erra aquele que faz. Muitas vezes, criticam aquele que está aberto a conhecer coisas novas e diferentes, por este ter um diferencial, não estar disposto a ter uma visão monocular sobre as coisas do mundo e da vida.

      Nesses casos, é muito comum as pessoas dizerem, que não querem se expor e não gostam de errar. A leitura que faço, quando ouço isso, é da dificuldade que a pessoa tem de lidar com as suas limitações, com as suas falhas. Percebo a presença de um sentimento de onipotência bastante forte, de um superego extremamente rígido, que não lhe permite flexibilizar. Penso que talvez, esta seja uma boa forma que as pessoas encontram para justificar o não fazer. Não temos como esquecer que somos humanos, portanto, passíveis de erro. Não podemos sofrer por isso, basta que analisemos onde erramos e reiniciarmos com mais atenção, dedicação, empenho e principalmente com uma grande vontade de ser um vencedor.

      Só você pode escolher como quer que as pessoas lhe percebam: como um vencedor ou como um perdedor. A única pessoa responsável por esta escolha é você. Se escolher ser um vencedor, vá à luta, tendo muito claro que as dificuldades surgirão e que poderá tropeçar e cair inúmeras vezes, mas é levantar e ir de novo. Não use os tropeços como uma desculpa para justificar a sua desistência, mas como uma mola propulsora para continuar tentando atingir o seu objetivo.

      Toda vez que buscar uma justificativa para não correr atrás de seus ideais, lembre-se desses atletas que disputaram o Mundial de Atletismo IPC e os tome como exemplo, sendo um atleta da sua vida. Se não conseguir tê-los como exemplo, reflita sobre essa necessidade que  você tem, de se dar limites. Não é porque você foi sempre assim, que terá que morrer assim. Podemos mudar a nossa história a todo instante, basta querermos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CUIDADO COM A PUBLICIDADE SUBLIMINAR

    
       Como sou muito procurada por aquelas pessoas que adoram atender os apelos das campanhas publicitárias e depois não sabem como vão pagar, sugiro que fiquem sempre muito atentas, para não entrarem nas armadilhas da publicidade.

       Os apelos feitos pela mídia nos meios de comunicação, as vitrines de lojas, as propagandas nos supermercados são muito fortes, fazendo com que as pessoas consumam mais do que o seu orçamento permite.

       Outro dia, chamei a atenção de uma amiga, na propaganda que tem numa rede de supermercado, que diz: “divirta-se no verão”. Qual a mensagem subliminar que está nesta propaganda? Divirta-se no verão, compre tudo o que lhe dá prazer; verão não é tempo de frustração, compre as coisas que você gosta. A pessoa caminhando pelos corredores do supermercado, lendo essa mensagen, vai automaticamente colocando no carrinho tudo aquilo que gosta. Total, o cartão só virá no próximo mês. Atenção! O próximo mês chega muito rápido e com ele a fatura, que poderá trazer o estresse junto.

      É importante que estejamos atentos a publicidade subliminar, muito presente nos tempos atuais. Trata-se de mensagens inconscientes que os publicitários nos enviam, com o objetivo de atrair o cliente para o produto. Eles de forma muito sutil criam necessidades para a pessoa, que devido à quantidade de informações que lhe são dadas no decorrer do dia, acabam fugindo do controle do consciente, de forma que quando esta se der conta, ela já atendeu os apelos da mídia.

     Tem outro comercial que me chamou atenção, este é de um banco: “esta época do ano, não é para você se preocupar, fale conosco”. A pessoa que está louca para aproveitar as coisas boas do verão, que precisa pagar todos os impostos que chegam neste período, precisa comprar o material escolar dos filhos, acaba caindo nessa chamada. Porque não teve o cuidado de se planejar, fazendo uma reserva que  cubra os seus compromissos e permita viajar. Por isso, acaba atendendo essa chamada do banco, afinal de contas ela "precisa" resolver seu problema ou quem sabe, criar um problema.  Parcela em inúmeras vezes o dinheiro que pegou emprestado, não se dando contam dos juros que está pagando.

     Não caia nesse “papo” dos bancos que os juros são baixos. Juros nunca são bem vindos, pois cada vez que você os paga, está contribuindo para que o banqueiro fique mais rico e você com menos dinheiro. Pegar dinheiro emprestado, mesmo que seja do cheque especial, pode ser o começo de uma ciranda financeira, da qual você terá dificuldade de sair.

     Por isso, fiquem atentos as propagandas, não se deixe levar pelas chamadas da mídia, sem antes verificar se você pode atender essa demanda. Assim você estará evitando sofrimentos futuros.





quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A HISTÓRIA DO LIVRO

       Como já tenho fama de ler sobre tudo aquilo que as pessoas não lêem, outro dia, ao iniciar a leitura de um livro de mitologia, encontrei a história do livro. Achei super interessante, pois estou sempre lendo e nunca parei para pensar na sua história. Talvez para muitos, isso se trate de uma cultura inútil, mas como acredito que todo o conhecimento tem uma utilidade em nossa vida, em algum momento, resolvi dividir esse conhecimento, com aqueles que são partidários ao meu modo de pensar. Afinal, quantas são às vezes que nos confortamos ao conhecer a história dos outros e por que não conhecermos a história do nosso amigo fiel e inseparável, que é o livro. Isso com certeza poderá somar na nossa vida.

      Em 1960, a UNESCO considerou o livro como "uma publicação impressa, não periódica, que consta no mínimo 48 páginas, sem contar as capas". É importante que não vejamos o livro apenas como um produto industrial, mas como um meio cultural, que permite a propagação de idéias, de conceitos. Ele é um veículo que transmite informações, podendo ser visto como uma invenção revolucionária do homem.

     Muito antes de o humano pensar quais os materiais que utilizaria para escrever, as bibliotecas da antiguidade já estavam lotadas de textos gravados em tabuinhas de barro cozido. Estes foram os primeiros "livros", que posteriormente foram impressos mecanicamente.

    Com o passar dos tempos, a função do livro foi assumindo vários papéis dentro das diversas sociedades, até chegar a nossa sociedade de consumo, onde é considerado como uma mercadoria cultural. Ele também tem a função de retratar a estrutura intelectual de uma sociedade, pois os assuntos que ele engloba, reflete muitas vezes, o momento histórico e cultural de uma época.

  No final do século XIV, é que os burgueses e comerciantes europeus começaram a vislumbrar o mercado livreiro. Inicialmente, os autores mantinham um contato direto com os seus leitores, por ser um público pequeno que sabia ler. Até o século XV, o livro privilegiava um pequeno grupo de intelectuais. Na medida em que o mercado comercial europeu começou a se reerguer, o saber começou a fazer parte da vida do leigo e consequentemente o número de escritores aumentou. Foi neste período que surgem as primeiras obras escritas em línguas que não fosse o latim e o grego.

      A partir dos séculos XVI e XVII é que começam aparecer às literaturas nacionais, apontando um crescimento intelectual da população letrada dos países europeus. Com o sistema de impressão, criado por Gutenberg, a fabricação de livros na Europa tornou-se mais dinâmica, mostrando que a imprensa havia se tornado uma realidade.

       Neste período, o livro se torna um empreendimento cultural e comercial, fazendo com que os editores comecem a se preocupar com a apresentação e com a redução do preço. Os livros eram impresso, baseados no gosto dos leitores, principalmente obras religiosas, novelas, manuais técnicos, etc. Percebe-se que naquela época, a pesquisa de mercado já existia, claro que não com esse nome, pois não tinham consciência disso.

        Para a frustração dos editores, a porcentagem de leitores não teve uma evolução proporcional com a evolução demográfica mundial. Foi por meio das modificações culturais e econômicas do século XIX, que o livro passou ter a função de divulgar também essas modificações. Nesse período, o conhecimento passou a ser valorizado pelo homem, por acreditar que a sua ascensão social se daria por meio da leitura. Essa crença provocou um aumento no número de leitores, principalmente na Inglaterra e na França.

         Até o fim da Primeira Guerra Mundial (1914/1918), o crescimento de leitores, em diversos países, não era significativo. Após o seu final é que a literatura começa a se expandir, mesmo não sendo algo muito comum entre a população, já que por um longo período, o livro era percebido como um objeto raro, que só os sábios tinham acesso. A população era mais receptiva aos jornais, folhetins e periódicos, pois traziam assuntos da atualidade e tinha um valor acessível.

       Com os avanços tecnológicos, os teóricos da comunicação de massa chegaram a cogitar a possibilidade de um futuro sem livros. No entanto, isso é algo impossível, para as pessoas que têm o hábito de ler. A mensagem encontrada em um livro é sempre intelectual e pode ser revivida. Apesar de o conteúdo ser algo estático, isso não impossibilita o leitor de ativar os conteúdos ali encontrados, através da assimilação das palavras, da mensagem passada, podendo discuti-las, aceitá-las ou não, transformá-las.

       O século XX trás consigo o aumento da produção e do consumo de livros. Após a Segunda Guerra Mundial (1939/1945), surgem os livros de bolso, que teve uma alta vendagem. Com a grande procura, os preços baixaram e a população passou a ter mais acesso. O interessante é que até 1950, o livro de bolso era visto como um livro para pessoas de baixa renda. Em 1955, surge então, o livro de bolso de "luxo", que continham abundantes coleções, com títulos endereçados a um público mais intelectualizado. A diversificação dos títulos em 1964, já tinha atingido mais de 200 nos Estados Unidos e isso possibilitou também , a diversificação dos pontos de venda.

      É lamentável, que hoje, algumas pessoas vejam o livro como um sinal de status, dando-lhe a função apenas de ocupar um espaço numa prateleira, transformando-o em um objeto de decoração. Esquecem ou não sabem que o livro só tem valor, se ele cumprir a sua função e para isso, é necessário lê-lo.





terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

PROATIVO E REATIVO

        
          Às vezes gosto de ficar mais na minha, observando o movimento das pessoas e como se comportam frente alguma situação. Aquilo que alguns percebem como um problema, o outro tira de letra.

         O reativo funciona no padrão causa/efeito, enquanto o proativo tem poder de persuasão, não cria dificuldades, mantendo o ambiente agradável. Não desenvolve sentimentos persecutórios e não se percebe como um coitado frente às situações. Busca encontrar uma solução que tenha uma representação significativa, ao se defrontar com alguma dificuldade. Quando percebe que errou, assume o seu erro. Já o reativo quando erra, projeta para os outros a culpa. Sempre encontra uma forma de se justificar e na maioria das vezes se coloca na condição de vítima.

       O reativo é aquela pessoa que parece que está carregando o peso do mundo em suas costas, percebe-se como uma pessoa sem sorte. Não se compromete com nada, faz o seu trabalho e acha que já faz muito. No entanto, adora dizer que não tem tempo, nem para si, muito menos para os outros. Desta forma, acaba por sensibilizar as pessoas. Enquanto isso, o proativo trabalha muito, tem sempre tempo para si e para os outros.

      Encarar desafios é um dos prazeres do proativo, pois é uma pessoa comprometida. Aquilo que se propõe a fazer cumpre, apesar, de ás vezes, ter que buscar alternativas. O seu foco é encontrar soluções e não ficar contemplando o problema, reclamando e sofrendo por ele. Em compensação, o reativo até pode se propor a fazer algo, mas se não cumprir, com certeza, encontrará uma "boa" justificativa. Quando lhe é apresentada uma forma diferente da que ele costuma fazer as coisas, diz que não dá certo, porque sempre foi feito do outro jeito. Ele só encontra problema e fica incomodado frente às pessoas que divergem da sua forma de pensar ou que sabem mais do que ele. Nesses casos, trata logo de pontuar o que percebe como defeito na pessoa.

     Obviamente, é bem mais interessante trabalhar e tratar com pessoas proativas. São pessoas que o seu comportamento faz a diferença. Geralmente são bem sucedidas; estão interadas das coisas que estão acontecendo no mundo; conversam sobre diversos assuntos; estão sempre dispostas a colaborar; são capazes de antecipar e prever problemas; desenvolvem atividades diferentes ou atuam de forma diferente; empreendem a ação e mesmo não tendo a certeza do resultado, não desistem; são perseverantes e esforçadas; conseguem resultados perceptíveis, já que estão focadas nos resultados.

      Estudos mostram que a pessoa proativa tem condições de se tornar um líder transformacional, por ter a capacidade de influir em decisões, de defender suas idéias, de se posicionar, mesmo sabendo que poderá sofrer criticas. É importante lembrar, que a proatividade não se refere apenas a vida profissional. Se olharmos a maneira como Covey define a proatividade, veremos que ele considera que a essência da pessoa proativa é a capacidade de liderar sua própria vida. Sendo capaz de decidir como quer reagir frente aos estímulos que recebe, deste mundo competitivo em que vive, assumindo a responsabilidade de fazer com que as coisas aconteçam, decidindo em cada momento o que fazer e como vai fazer, mesmo encontrando alguns entraves.

    Quando falamos em proatividade e reatividade, estamos falando de comportamento. Portanto, é possível mudar, desde que a pessoa queira e busque ajuda para isso. Sempre que falamos em mudança, estamos falando de um processo e isso não ocorre de um dia para o outro, demanda tempo.