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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ECONOMIZAR É NECESSÁRIO

          
             A etiologia da palavra economia vem do latim oeconomia  e do grego oikonomia, que significa “administração de uma casa”, de oikos “casa” e nomein que  é “gerenciar , colocar em ordem”. Portanto, quando falamos que é necessário economizar, falamos em colocar em ordem os nossos gastos, as nossas finanças.

            Isso não quer dizer que não devemos gastar, claro que devemos e precisamos fazer o dinheiro circular, até porque dinheiro é energia, mas também precisamos reservar uma parte do que ganhamos em alguma aplicação. Guardar dinheiro não quer dizer que tenha que ser apenas para uma situação de doença, como pensavam nossos ancestrais. Pode ser para uma reforma na casa, viagem, compra de um móvel ou imóvel, até para quitar alguma conta quando o nosso orçamento fica mais apertado. Isso vale muito para o profissional liberal, que nesse período de férias, tem a sua receita diminuída, mas suas contas são as mesmas.

            Escuto muito as pessoas dizerem que não conseguem economizar porque não sobra, que pelo contrário, às vezes são obrigadas a lançar mão do cheque especial ou empréstimos. Quando isso acontece tem que parar e verificar para onde está indo o seu dinheiro. Provavelmente você esteja gastando demais, nesse momento é indispensável rever a sua planilha de contas fixas e variáveis. Após fazer a análise dessas, verifique o que pode cortar temporariamente, até ajustar as suas finanças.

            É bastante comum quando propomos isso, as pessoas se colocarem na condição de vítima, dizendo que trabalham tanto e não podem fazer o que lhes dá prazer. Alguns são tão catastróficos ao ponto de dizerem que aí é preferível não viver. Não é para tanto! Basta você saber lidar com o seu dinheiro.

            Adquira o hábito de colocar na sua planilha de contas fixas, um valor a ser aplicado, como se fosse uma conta a pagar. Não importa que seja um valor baixo, o importante é apreender a economizar. No início pode ser difícil, mas depois que for vendo o seu dinheiro aumentar, você pega o gosto e lamenta não ter feito isso antes.

            Essas dicas e muito mais, você terá acesso no livro que estou organizando com outros profissionais, sobre endividamento e se tudo correr bem, até o final desse semestre estaremos publicando. No momento certo, informarei o nome do livro.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

TENHA CUIDADO COM O DINHEIRO ABSTRATO

               
          Dinheiro abstrato?Sim, refiro-me as transações feitas por meio dos cartões, que na maioria das vezes as pessoas não lembram que o cartão de crédito e de débito é dinheiro e saem gastando descontroladamente.

            Para esse tipo de dinheiro, não existe tempo e nem espaço, pode ser usado mesmo quando fazemos compra em outro estado ou pais, por meio da internet, sem ter que sair de casa.

            Essa facilidade, se não utilizada de forma correta, poderá causar um rombo nas finanças de quem utiliza. O cartão de crédito e de débito ao invés de ser um facilitador, poderá se tornar um problema, pois algumas pessoas compram sem lembrar que dentro de trinta dias estará chegando à fatura do cartão e que precisará ter dinheiro para quitar o valor total. Caso pague apenas, o valor mínimo, correrá o risco de entrar numa ciranda financeira, difícil de sair depois.

            Muitas vezes as pessoas compram no cartão de crédito por não ter disponível o valor da compra. Nesse caso, antes de comprar seria interessante pensar se nos próximos trinta dias terá aquele valor para pagar. Só que esse questionamento dificilmente as pessoas fazem, pois o importante, naquele momento, é comprar. No entanto, quando chega à fatura, como foram feitas várias compras ou pagamentos no cartão, muitas vezes sem nenhum tipo de controle, inicia o problema de muitas pessoas.

            A facilidade de pagar com o cartão de débito também tem se tornado um problema para as pessoas que compram de forma impulsiva e ou compulsiva. O cartão permite que a pessoa compre sem ter que pegar dinheiro, tornando o ato de comprar muito bom. Só que se não tiver o hábito de controlar seu saldo bancário, quando for ver, poderá já ter entrado no cheque especial sem se dar conta, pagando um juro desnecessário.

            Antes de passar o cartão, seja de débito ou de crédito, é importante ver qual a disponibilidade que você tem para gastar, pois não existe nenhuma fórmula mágica na hora de pagar as contas.

            Quando você pega dinheiro emprestado (cheque especial, empréstimo, etc...), você está jogando contra você e a favor do banqueiro. Pense nisso antes de sair passando o cartão compulsivamente.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

ALGUNS REQUISITOS PARA SER UM PROFISSIONAL DE EXCELÊNCIA

             
           Conforme coloquei na postagem anterior, o mercado hoje busca encontrar profissionais de excelência, os empregadores, não querem mais funcionários bons, porque esses não atendem as suas exigências e muito menos a de seus clientes.

Houve-se falar muito na dificuldade que as pessoas encontram na hora de conseguir um emprego, mas isso está muito atrelado ao fato da falta de qualificação dos candidatos. Independente do segmento, as empresas buscam profissionais com uma boa qualificação e isso é o que falta no mercado. É uma minoria que atende essa demanda, que tem uma boa qualificação e que pode ser considerado um profissional de excelência.
O profissional de excelência não basta ser bom naquilo que faz, limitando-se apenas na sua área. Ele precisa ser excelente no que faz, precisa dominar não apenas o que se refere ao seu segmento, mas também procurar conhecer um pouco das áreas afins, para atender a demanda do cliente. Nada mais desagradável do que falar com um profissional que só entende da sua área, que não tem argumentos para discutir qualquer outro assunto, pois não procura se informar. Isso pode causar, dependendo do nível de conhecimento e exigência do cliente, um descontentamento, porque sempre existe aquele cliente que tem necessidade de falar da sua profissão, dos seus negócios.
            Para que um profissional seja de excelência, ele precisa preencher alguns requisitos como:
- Ter um desenvolvimento constante: estar disposto a investir no seu desenvolvimento, procurando se atualizar e aperfeiçoar de forma contínua, caso contrário, o processo de seleção natural se encarregará de excluí-lo do mercado de trabalho. Participar de cursos, congressos, palestras, seminários, mesmo que acha que não vai lhe ajudar muito. Lembre-se que conhecimento não ocupa espaço e não faz mal a ninguém.
- Comprometimento: isso é essencial para que uma pessoa tenha sucesso na sua vida profissional. O profissional precisa ter responsabilidade, estar envolvido com aquilo que faz, estar disponível para atender as solicitações que lhe são feitas, ter boa vontade, interesse em dar o melhor de si, em outras palavras, é vestir a camiseta da empresa.
- Motivação: é bastante comum encontrar pessoas desmotivadas, reclamando do que fazem, trabalhando apenas pelo salário. Consequentemente, seus resultados não serão dos melhores, com isso, aumentará o nível de cobrança por parte da chefia, o que o faz se desmotivar mais, acabando por se tornar um circulo vicioso e estressante para ambos os lados, empregador/empregado. O profissional de excelência precisa estar sempre se automotivando, encontrando dentro de si motivos suficientes para desempenhar sua profissão, aceitar desafios e ir atrás deles. Ter alegria em desenvolver sua atividade, sentir prazer em atender as pessoas, tratando-as com atenção, respeito e carinho.
- Conhecer seus pontos fortes: não basta apenas a pessoa saber quais são os seus pontos fortes, ela precisa também desenvolvê-los. Procurando potencializá-los, trabalhando suas habilidades, desenvolvendo o que tem de melhor em termos de atitudes e comportamento, tentando reverter os pontos fracos em fortes. Para isso é necessário que a pessoa seja flexível, esteja disposta a mudar e principalmente acredite no seu potencial e em si.
-Ser excelente em tudo: como já falei anteriormente, não basta você ser excelente naquilo que faz. Você precisa ser excelente na qualidade, no ensino, no aprendizado, na prestação de serviços, na forma de tratar as pessoas, no conhecimento, pois é esse todo que o tornará um profissional de excelência.
            Aproveite para analisar se você é um profissional de excelência e se não for, veja o que está lhe faltando para isso. As vezes é um pequeno detalhe que falta para a pessoa se tornar um profissional de excelência e ser absorvido pelo mercado de trabalho e isso posso garantir-lhes pela vivência de coaching.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

UM OLHAR HOLISTICO NO MUNDO DOS NEGÓCIOS


          Já faz alguns anos que no mundo dos negócios começou a se falar sobre a importância de os gestores terem uma visão holística ao administrar sua empresa. A etiologia da palavra holística vem do grego, onde hólos significa todo, portanto, para ter êxito em sua empresa, você precisa olhar e trabalhar o todo. Tarefa que não é nada fácil, pois uma empresa é formada por pessoas (funcionários e clientes) e para atender a demanda desses, precisará rever sua postura, valores, conhecimentos e objetivos.

Sabe-se que a maior dificuldade encontrada pela administração holística é quebrar paradigmas, por ser algo que mexe não apenas com a cultura, mas também com o comportamento. Para que esse tipo de administração seja implantada dentro de uma empresa, faz-se necessário o comprometimento de todo o quadro funcional, pois sem isso o resultado será negativo.

Os objetivos organizacionais e pessoais precisam estar muito bem integrados, a fim de que possa haver uma realização pessoal e profissional. É preciso que o gestor e seu grupo de trabalho tenham claro que nesse processo, não existe células separadas dentro da empresa, mas que todas elas estão fazendo parte de uma estrutura policelular. Sendo assim, toda a equipe precisa saber fazer tudo, não existe espaço para aquele tipo de funcionário que não tem interesse em aprender o serviço do outro. Isso se dá em função de que as empresas que optam por esse tipo de administração, costumam fazer um job rotation (rodízio de funções).

Na realidade, o mercado de trabalho hoje precisa de profissionais que tenham uma visão binocular, ou seja, que não fique limitado apenas para as coisas referentes à sua área. É necessário que procure ampliar o seu olhar, buscando conhecimento em áreas afins. Dessa forma, conseguirá atender e satisfazer melhor as necessidades de sua clientela e de sua equipe. O processo de atualização tem que ser constante, não existe mais espaço para profissionais desatualizados, que ficam presos a suas crenças e acabam por não aceitar as sugestões trazidas pela geração Y e Z. Essa dificuldade apresentada por alguns gestores acaba por atrapalhar o desempenho dos resultados esperados.

            Para estar inserido no mercado de trabalho hoje, principalmente na área de serviços, o profissional precisa ser de excelência. Mas o que é um profissional de excelência?

            O profissional de excelência é aquele que tem visão, sabe e está preocupado com a necessidade de evoluir, está focado em resultados, tem claro que não existe mais espaço para o bom profissional no mercado e por isso precisa se aperfeiçoar constantemente. Tem consciência que precisa ter um bom marketing pessoal, bem como  se vender, passar credibilidade, ter uma boa qualidade de vida, a fim de manter um equilíbrio entre a sua vida pessoal, profissional e espiritual. Dessa forma, conseguirá atingir seus objetivos.













sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

CARÁTER HUMANO


             Aqueles que me acompanham, já devem ter percebido que falo muito na necessidade que a pessoa tem de entrar em contato com o seu verdadeiro eu. Isso se dá em função da prática de consultório, aonde observo, cada vez mais, a dificuldade que as pessoas tem de saberem quem realmente são. Chama a atenção as histórias que criam e contam para elas mesmas, como se verdade fosse, acreditando que o terapeuta não se dá conta disso. Quando questionados, se atrapalham, porque não tem elementos que lhes dê sustentabilidade para dar credibilidade ao que contam. O pior é que a maioria acredita que o psicoterapeuta não se dá conta, porque esse, só irá questionar no momento oportuno.

              Claro que para o terapeuta, isso é visto como um sintoma e uma peça importante para desenvolver seu trabalho, por isso ele não confronta as informações trazidas inicialmente, a não ser ser que seja algo muito gritante. Percebe-se que muitos sofrem por viverem uma vida de idealizações, outros não ligam para isso e que bom, porque se vissem a sua vida como realmente ela é, poderiam romper com a realidade, passando para o mundo da psicose.

              A mentira passou a ser a verdade de muitos e quando isso acontece é complicado, pois se trata de uma questão de caráter.  Isso me faz lembrar o que José Ortega e Gasset diziam sobre o "Caráter Humano" e que transcrevo abaixo.

             "Examine as pessoas a sua volta e irá(...) ouvi-las falar em termos precisos sobre elas mesmas e seu meio, o que parecerá indicar que elas têm ideias  sobre o assunto.Mas comece a analisar essas ideias e irá descobrir que praticamente não refletem, de forma alguma, a realidade a que se parece referir, e se você aprofundar mais a sua análise, irá descobrir que não há nem mesmo uma tentativa de ajustar as ideias a essas realidade.

           Muito pelo contrário: através dessas teorias, o indivíduo está tentando cortar qualquer visão pessoal da realidade, da sua própria vida. Porque a vida é, no princípio, um caos no qual a pessoa se acha perdida.

           O Indivíduo suspeita que seja assim, mas tem medo de se ver face a face com essa terrível realidade, e tenta cobrir com uma cortina de fantasia, onde tudo está claro. Não o preocupa o fato de suas "ideias" não serem verdadeiras; ele as usa como trincheiras para a defesa de sua existência como espantalhos para espantar a realidade."

           Depois dessas sabias colocações, penso que não preciso escrever mais nada.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

GERAÇÃO BOOMERS E X NAS REDES SOCIAIS

          É incrível, mas as pessoas da geração boomers (nascidos entre 1945 a 1965) e da geração X ( nascidos entre 1966 a 1977), estão muito “ligadas” as redes sociais. Percebo isso como algo saudável, desde que saibam com quem estão se comunicando. Muitas entram nos sites de relacionamento, buscando encontrar uma companhia ou parceiro(a) para se relacionarem, sem se darem conta do risco que correm. Quando alertadas, ficam incomodadas, pois se julgam experientes, suficientes, para saber o que estão fazendo.

         Só que essa experiência que julgam ter, acaba levando-as a viverem situações que nunca haviam experienciado antes, gerando-lhes traumas, estresse pós-traumático e até transtorno de pânico.

        Apesar de os meios de comunicação, volta e meia, estarem mostrando pessoas que foram vítimas de golpes, agressões e até de violência sexual, por indivíduos que conheceram pela internet, não é suficiente para que acreditem que isso poderá acontecer com elas também, pois o sentimento de onipotência e a satisfação que o ego vive, acaba por lhes cegar. Isso está muito vinculado ao fato da necessidade de terem alguém ao seu lado e  não conseguirem conviver com a solidão. Essa dificuldade, segundo Winicott, se dá devido às pessoas não se conhecerem, ou seja, não conseguirem entrar em contato com o seu eu, por temer ver e conhecer quem realmente são, pois correm o risco de ficarem assustadas ao perceberem que tinham uma imagem distorcida sobre a sua pessoa. Daí a necessidade de estar sempre com alguém, até mesmo, para poder projetar para os outros os sentimentos que lhe desagradam e a responsabilidade de seus insucessos.

         Não percebem o risco que existe ao preencher o seu perfil de foma completa, ao colocar fotos suas e de sua família e falar de seus hábitos e rotinas. Agem de uma forma ainda ingênua, pueril ou exibicionista, colocando-se em situações de risco. Isso sem falar, daqueles que optam por dar vazão à fantasia, criando personagens fictícios, fazendo com que a outra pessoa crie toda uma expectativa em relação a ela. Os dois casos são preocupantes, mas o segundo classifico como mais complicado, porque a pessoa fala de quem ela realmente gostaria de ser, talvez sem perceber que o “personagem” criado é ela de forma idealizada. Ao tomar essa atitude que é percebida como uma  brincadeira ou uma forma de se proteger, não pensa nas conseqüências que isso poderá acarretar no outro. Também pode se pensar que essa atitude se trate de um problema de caráter.

         Penso que a internet, as redes sociais podem e devem ser exploradas pelas gerações boomers e X até porque é uma maneira de a pessoa se manter atualizada, ocupada, desde que tenham os devidos cuidados e que não deixem de fazer outras atividades como sair, ir ao cinema ou teatro, ter atividades físicas, encontrar-se com o seu grupo de amigas (os), de ler, de ouvir música entre tantas outras coisas, para ficar na frente do computador se expondo ou falando coisas que nada lhe acrescentam na vida. É necessário estipular um tempo para isso, pois se sabe que a internet, os jogos, as redes sociais são viciantes.










quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

MÃES MÁS

             Ao terminar de ler o livro “Sexualidade e Sexo na Juventude”, fui surpreendida com o texto que transcreverei abaixo para reflexão. Como achei interessante, resolvi postar. O título do texto é o que está postado acima.

             “Um dia quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes;

            Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

            Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

            Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono:

            -“Nós pegamos isto ontem e queremos pagar”.

            Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em quinze minutos.

            Eu os amei o suficiente para deixá-los ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

            Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram).

            Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci...Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, quando eles lhes perguntam se a sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:

            “Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...”

            As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos, torradas.

            As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.

            Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e “fuçava” nos nossos emails).

            Era quase uma prisão! Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.

            Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.

            Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela “violava as leis do trabalho infantil”. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalhos que achávamos cruéis.

            Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.

            Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.

            E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.

            A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.

            Quando todos podiam voltar tarde da noite aos 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 anos para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).

            Por causa da nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência.

            Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

            FOI TUDO POR CAUSA DELA!

            Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos “PAIS MAUS”, como nossa mãe foi.

            EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE:

            NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!
                                                                                (Autor Desconhecido)