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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

LAMENTÁVEL...

       
        É lamentável que o nosso país esteja ocupando o primeiro lugar no mercado mundial do crack e o segundo maior de cocaína, como revela a pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de pesquisa de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Essa pesquisa foi realizada em 149 municípios do país e abordou 4,6 mil pessoas com mais de 14 anos. Os resultados apontam que 20% do consumo mundial do crack ocorrem no Brasil. Mostra-nos também, que 2,6 milhões de brasileiros já fizeram uso, ao menos uma vez, de cocaína fumada (crack ou oxi), representando 1,4% dos adultos e mais de 150 mil adolescentes já experimentaram essa droga, que em termos percentuais equivale a 1%.

       Essa pesquisa apontou que a forma mais comum de uso da cocaína é por via intranasal (cheirada) e que no último ano, 2,3 milhões de pessoas fizeram uso da droga. Esses números não só são assustadores, mas também preocupantes, pois demonstra que existe uma rede de tráfico em todo o Brasil que alimenta os usuários dessas drogas, apesar de todas as campanhas que são feitas pelos meios de comunicação e saúde. Isso nos leva a pensar quais os reais motivos que impedem que essa rede de traficantes seja desfeita. Quem será que está ganhando com isso, será só os traficantes e usuários?

       Os números apresentados acima mostram o quanto o Brasil ainda é um país emergente, pois nos países desenvolvidos, o consumo de drogas vem diminuindo. Sinal que ainda temos muito que avançar em termos política e saúde pública.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

PENSAR O QUE O OUTRO PENSA

         
            É interessante observar o quanto as pessoas desperdiçam de tempo, pensando o que outro irá pensar sobre suas ações ou sua fala. Mas será que isso é possível?

            Obviamente que não, pois ainda não temos a capacidade de ler pensamentos, entretanto, as pessoas conseguem estabelecer diálogos mentais imaginando o que o outro lhe dirá ou fará. Pura perda de tempo, pois só irá saber o que ele pensa se perguntar. Assim mesmo, não é garantido que a sua verbalização, seja o que realmente pensa, parte-se do princípio que sim. Observa-se com freqüência, as pessoas dizerem aquilo que acham que o outro quer ouvir, mas acabam se perdendo, por não ter argumentos que lhe dêem sustentabilidade.

            Pensar o que o outro pensa é uma bela forma para justificar os seus atos, para não tomar atitudes, para ficar na zona de conforto em que se encontra. Serve também para esconder a insegura, o medo, o sentimento de menos valia, a culpa, a fobia social, etc. Geralmente, são pessoas que procuram se mostrar seguras, superiores, valendo-se da onipotência como mecanismo de defesa. Forma que encontram para criar barreiras, evitando que as pessoas se aproximem e percebam a fragilidade do seu ego. Com isso, criam diálogos mentais, imaginam e acreditam que sabem o que o outro irá pensar, dizer ou fazer e acabam por acreditar que se trata de uma verdade.

            Quando isso acontece e a pessoa percebe é fundamental que utilize a técnica do Stop e questione o seu pensamento, perguntando o que evidencia que o que está pensando é verdadeiro. Se não houver evidências, trata-se de coisas criadas pelo imaginário e que estão a serviço de algo. Cabe aí buscar ajuda e investigar, pois essa forma de funcionar é uma bela maneira que as pessoas encontram para sofrer e se esconder.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

DECEPÇÕES

    
            Não é incomum dizermos que alguém nos decepcionou, afinal, isso faz parte da vida. Só que quando isso acontece nos damos o direito de ficarmos chateados, tristes, magoados, com raiva em relação à pessoa que nos causou a decepção. Penso que na realidade projetamos esse sentimento ao outro, por ser difícil assumir que são nossos. Como assim? É simples, basta parar e analisar.

            As pessoas nos decepcionam porque não atendem as nossas expectativas, que na maioria das vezes, elas desconhecem. Mesmo assim, achamos que essas devem ser atendidas. Afinal, nós imaginamos, criamos, idealizamos, pensamos que o outro poderia agir da forma que gostaríamos, apesar de não lhe comunicar. Partimos do princípio que o outro vai pensar ou fazer algo da mesma forma que penso ou faço. Esquecemos que as pessoas são singulares, que podem ter princípios e valores diferentes dos nossos, que o meio cultural em que estão inseridos pode diferir.

            Ficamos incomodados porque inconscientemente sabemos que a decepção não é com o outro, mas com a gente, porque não tivemos a habilidade de lhe dizer o que esperávamos dele. Falhamos na nossa comunicação, não agimos com assertividade, demos asas a nossa imaginação e ao nosso pensamento, acreditando que o outro deveria ler ou adivinhá-lo. Portanto, se não queremos nos decepcionar é simples, basta não criarmos expectativas em relação ao outro, tendo claro que ele não têm que dar conta das nossas idealizações, pois são nossas. Ele tem apenas que ser, o que ele é, nada mais.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O QUE OS PAIS FAZEM COM OS FILHOS

     
          Cada vez mais me indigno com o comportamento de alguns pais, pois na minha percepção tiveram filhos apenas para cumprirem um protocolo, atendendo a demanda da família, dos amigos e da sociedade ou porque se percebem como seres reprodutores, agindo, apenas, pelo seu instinto animal.

            Domingo ao fazer minha caminhada no parque, fiquei muito incomodada com a fala de uma senhora, que se dizia ”mãe” de uma menina (7/8 anos), que ouvia em silêncio os impropérios de sua mãe: “tu és uma criança insuportável, ninguém quer ficar perto de ti, porque tu não prestas. O teu pai já desistiu de ti, eu não te suporto mais, não aturo essa tua falta de humor. Teus colegas e professores te odeiam, tu não deverias ter nascido... e por aí foi.

            Confesso que não acreditei quando comecei a escutar essa fala atrás de mim, resolvi me virar para ter certeza que eu não estava tendo uma alucinação auditiva. Nisso, vi uma menina frágil, bonita, quieta e assustada com tudo o que ouvia. E claro que a psicóloga entrou em ação. Comecei a pensar no sofrimento psíquico dessa criança e se realmente ela era tudo isso que a suposta mãe dizia. Na realidade, ela era um reflexo de pais desestruturados. Provavelmente, essa menina esteja funcionando como a sombra dos pais, ou seja, por meio de seu comportamento, ela mostra aquele lado que eles tentam omitir e isso, os deixa muito incomodados. Como não podia interferir, apressei o passo, pois se bem me conheço, não ia demorar muito para abraçar a causa.

            Essa minha atitude não me deixou nada confortável, pois não consegui parar de pensar naquela criança. Se no parque, ela era tratada assim, como será em casa? Provavelmente, sofra agressões físicas também. Fiquei imaginando como essas falas estão sendo registradas pelo seu inconsciente. Obviamente que uma criança que é tratada assim, não poderá ter um comportamento dócil, pois os seus pais lhe mostram, que ela é um objeto ruim e como “os pais não mentem”, a criança acredita e o estrago está feito. Oxalá permita que ela seja resiliente o suficiente para superar todos esses insultos, não partindo, daqui um tempo, para o mundo da prostituição e drogadição.

            Creio que essa senhora seja uma pessoa adoecida ou esteja passando por um momento muito difícil, pois não é possível que uma mãe consiga agir com tanta monstruosidade como agia. Frente essas situações, fico me questionando o que leva algumas pessoas a terem filhos? Será que não sabem que filho é um compromisso para o resto da vida, que dá trabalho, que exige um monte dos pais? Será que eles não pensam nos prejuízos psíquicos que estão causando nos filhos?

            Se os pais soubessem a representação que a sua fala tem na vida dos filhos, pensariam várias vezes antes de dizer algumas coisas para eles. As crianças e os adolescentes que visitam nossos consultórios, na maioria das vezes, assumiram o papel de bode expiatório ou da lata de lixo da família. Quando o estrago está feito, os pais levam para tratamento, pois não sabem o que aconteceu com o filho. Só que no momento que os motivos reais do comportamento dos filhos começam a aparecerem, eles tiram da terapia, porque não toleram ouvir que o problema não é a criança ou o adolescente, mas eles.

            O comportamento das crianças e dos adolescentes são reflexos do comportamento dos pais. Por isso, é importante avaliar, antes de ter o filho, se o casal realmente quer ter um filho e se tem perfil para serem pais.

USO DE MACONHA NA ADOLESCÊNCIA DIMINUI O QI NA FASE ADULTA

     
            Pesquisa realizada na Universidade de Duke nos EUA aponta que as pessoas de meia idade, que fizeram uso de maconha antes dos 18 anos, apresentam uma redução média de 8 pontos no teste de QI. Isso se dá por perdas irreparáveis nas áreas da atenção, inteligência e memória. O mesmo não acontece com os indivíduos que começaram a fumar após os 18 anos, quando o cérebro já está totalmente desenvolvido.

            As pessoas têm a idéia que a maconha é uma droga inofensiva, no entanto, isso é uma falácia. Estudos mostram que o uso frequente e pesado da droga, causa prejuízos ao cérebro. Cabe salientar que a queda do QI não pode ser associada ao uso de álcool e a outras drogas

            A memória, a linha de raciocínio, a velocidade de processamento das informações ficam prejudicadas. O indivíduo desenvolve a síndrome amotivacional, perdendo o interesse por grande parte das tarefas a serem realizadas, ficando muitas vezes trancado em seu quarto e no seu mundo, ignorando a família, os estudos, amigos e colegas.

            Sabe-se que discutir sobre uso de maconha é algo polêmico. Alguns estudos mostram que fumar maconha faz menos mal do que fumar cigarro e aí a justificativa de alguns usuários.  O que precisa ficar claro é que a maconha como qualquer outra droga, quando usada na adolescência, os prejuízos causados são maiores, visto que nessa fase o cérebro ainda está em desenvolvimento, podendo sofrer alterações que se tornam irreversíveis,  quando existe a presença de substâncias tóxicas.

            Toda droga gera prejuízo na vida do sujeito, agora cabe aos pais, estarem atentos em relação aos seus filhos, participando mais de suas vidas, tendo tempo para eles. Assim, talvez possam evitar uma série de problemas que estamos vendo nos nossos adolescentes.   

domingo, 2 de setembro de 2012

O NEURÔNIO-ESPELHO INFLUENCIA NA HORA DA COMPRA

      
            Continuando na linha da neurociência, vamos ver, de forma bem abreviada, o que os neurocientistas juntamente com os especialistas de marketing descobriram em relação ao neurônio-espelho. Se ele interfere ou não na hora da compra e  como se dá o processo. Claro que não dá, agora, para responsabilizá-lo pelo endividamento da população, mas também não podemos desconsiderar os estudos dessa nova ciência, que é o neuromarketing.

            Na década de 90, o cientista Giacomo Rizzolati realizou uma pesquisa com macacos que tinham um sensor conectado em seu cérebro.  Um aluno ao retornar para sala, após o almoço, tinha na mão um sorvete e o macaco ficou com um olhar fixo para esse, não fazendo nenhum tipo de movimento e o sensor foi acionado. O sensor registrava que a área pré-motora do cérebro do macaco mostrava-se alterada. A esse fenômeno foi dado o nome de neurônio-espelho.

            Para o neurônio-espelho ser ativado, não precisa ser feito nenhum movimento, basta à pessoa ficar observando determinada situação. Os estudiosos do neuromarketing revelam que esse mesmo processo ocorre em nosso cérebro na hora da compra.

            Quantas são as vezes que saímos sem a mínima intenção de comprar qualquer coisa, mas voltamos cheias de sacolas. Isso ocorre, na maioria das vezes, quando paramos em frente a uma vitrine e ficamos observando a roupa que está no manequim e quando nos damos conta, já estamos dentro da loja experimentando.  Por que isso acontece? Porque o neurônio espelho ao observar uma ação, ele        responde imediatamente, de forma automática, podendo ser consciente ou inconscientemente.

             É fácil de identificar, basta prestarmos atenção. Ao vermos uma pessoa rindo, quando nos damos conta, também estamos rindo, independente de sabermos o motivo ou não. O mesmo acontece com o comprar. Compramos coisas, porque as pessoas de nosso convívio têm ou porque é moda e não podemos ser diferentes.

            Pessoas que se deixam levar por esse movimento do neurônio espelho, podem ter sérios problemas no seu bolso, porque ele age na maioria das vezes, contra nós e a favor do lojista. Cuidado! Antes de comprar algo, agora que sabe que pode ser atuação do neurônio-espelho, não deixe de fazer aquelas perguntinhas básicas: posso comprar? Preciso comprar? Qual a utilidade que isso terá na minha vida? É o momento de comprar?

            Posso lhes garantir que se fizerem esses questionamentos, dificilmente terão problemas de ordem financeira.