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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

POSTAGEM

No período de 10 a 15 de outubro não realizarei postagem, pois estarei viajando. Não deixem de visitar o blog a partir do próximo dia 16.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

PENSAR O PENSAMENTO

   
             Quem de nós tem o hábito de pensar o pensamento?  Esse não é um hábito muito comum, na maioria das vezes, as pessoas tomam os seus pensamentos como verdades absolutas e não os questionam. Por isso, sofrem desnecessariamente, pois acabam por criar histórias no seu imaginário, como se verdade fossem, sem fazer nenhum questionamento.

            É importante questionar se aquilo que estamos pensando é verdadeiro ou não, pois nem sempre aquilo que temos como verdade absoluta para nós, será verdade para os outros. Temos uma percepção frente a uma determinada situação, com base nas nossas vivências, nas nossas crenças, nos nossos valores, que poderão nos levar ou não, a ter um pensamento disfuncional.

            Por isso, a importância de avaliar aquilo que estamos pensando, procurando identificar o que nos evidencia que o nosso pensamento é verdadeiro. Se não houver evidências, trata-se de coisas da nossa cabeça. Caso exista algo que evidencie, precisamos quantificá-lo, a fim de averiguar se é relevante ou não.

            O exercício de pensar o que estamos pensando, ajuda-nos a fazer associações com situações que já vivenciamos no início da nossa história, levando-nos a compreender a nossa forma de funcionar. Também contribui para que possamos abstrair mais, saindo do concreto, nos permitindo compreender , o que muitas vezes, está nas entre linhas da nossa vida.

domingo, 7 de outubro de 2012

SOLIDÃO COMO UMA OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO

         
            A solidão é algo que assusta a maioria das pessoas, a ponto de levá-las a desenvolver um sofrimento intenso. Isso na realidade ocorre, porque não se conhecem. A partir do momento que a pessoa entender que a solidão é a oportunidade que tem de enfrentar-se, de crescer frente a si mesmo, de ficar nu diante de si, de estar pronto para fazer sua própria caminhada, a fim de se tornar mais forte, mais verdadeiro, perderá o medo da solidão.

            Aprender a conviver consigo não é uma tarefa fácil, principalmente nos dias de hoje, onde as pessoas procuram manter-se o mais ocupado possíveis, para não terem tempo de pensar na sua vida, no seu eu. Fazendo um parêntese, outro dia, uma pessoa me perguntou como eu arranjava tempo para ir três vezes por semana ao analista. Quando se tem o desejo de se conhecer melhor e buscar uma melhor forma para se viver, arranja-se tempo, não só para ir ao analista, mas para fazer coisas que lhe dão prazer.

            Se conhecer é a forma que a pessoa tem de cuidar de si, saindo do senso comum, não ficando vazia, pelo contrário, enriquecendo o seu interior com o que tem de melhor do seu verdadeiro eu, mas para isso, precisará ter a solidão como sua aliada. Conhecer-se exige do indivíduo disciplina.

            Claro que ninguém vai ficar o tempo todo só, até porque não nascemos para vivermos sós, mas viver momentos de solidão para nos conhecermos e valorizarmos a presença do outro em nossa vida é importante.

            A partir do momento que uma pessoa se dispõe a conviver com a solidão para poder se enxergar, saber realmente quem é e aprender a lidar com essa pessoa que aos poucos irá descobrir, obterá como resultado um “eu feliz” que conseguirá participar da dança da vida, juntamente com tantos outros “eus”, sem se deixar ser cindido, sem precisar se esconder no meio da multidão. Esconder-se no meio da multidão é um sinal de covardia, de falta de autenticidade, de resistência e porque não dizer, de fraqueza.

            Não é necessário ter medo da solidão, basta sabermos conviver com ela, aproveitando esses momentos para livrar-nos de tudo aquilo que nos impede de crescer enquanto pessoa, sem ter medo de ser autêntico, de expressar o que sente, procurando exercitar o desapego de si mesmo, a fim de encontrar a verdadeira independência. Posso garantir-lhes que essa não é uma tarefa fácil e não é para qualquer um, ousaria dizer, que é algo apenas a ser conquistado pelos fortes, pois a caminhada é árdua.

     

 

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 6 de outubro de 2012

TRANSTORNO BIPOLAR

  
            No decorrer dessa semana, me pediram para escrever sobre bipolaridade, então vou colocar de forma sucinta o que caracteriza esse transtorno.

            Ouve-se muito as pessoas dizerem “sou bipolar”, mas como se isso lhes desse um status. A bipolaridade é um transtorno de humor, que se caracteriza pela alternação de humor, podendo a pessoa estar ora eufórica e ora deprimida. Tem uma pré-disposição genética.

            O transtorno bipolar era conhecido anteriormente como Psicose Maníaca Depressiva. Por ocasião da elaboração do DSM IV, foi enquadrado no grupo dos transtornos de humor e sua nomenclatura passa para Transtorno Bipolar.

            São três as fases da bipolaridade: maníaca (eufórica), depressiva ou mista, no entanto, hoje, existem vários espectros de bipolaridade.   Algumas pessoas têm uma ciclagem rápida, podendo estar alegre, feliz e do nada começar ficar triste, chorosa, angustiada, etc.

            Não gosto muito de falar de patologia, pois as pessoas adoram se diagnosticar, então depois que surgiu a internet, é um horror. Elas chegam para consulta, muitas vezes, com o diagnóstico pronto e se não estivermos atentos, não investigarmos quem fez o seu diagnóstico, corremos o grande risco de entrar na “onda” do paciente. Esse diagnóstico só pode ser feito por profissionais da saúde mental e não é uma coisa fácil de fazer, visto os sintomas nas patologias, em algumas vezes, serem parecidos.

            Portanto, não saiam se diagnosticando e nem dizendo que são bipolares, pois se trata de uma patologia grave.

 

 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

SERÁ QUE VAI FUNCIONAR?

   
            Tramita no Senado Federal um Projeto de Lei, que visa atualizar o Código de Defesa do Consumidor, onde irão focar no superendividamento das pessoas, provocado pela democratização do crédito.

            Será que isso vai funcionar? Será que precisam criar leis para que termine essa farra de crédito que temos hoje no mercado? Penso que será mais uma Lei para ficar esquecida, em um canto qualquer, pois se não houver uma conscientização, tanto por parte do governo, dos lojistas, dos bancos que devem ser mais criteriosos ao oferecer crédito, mesmo que o lucro seja menor, nada mudará. O índice de inadimplência no comércio e nos bancos está bastante elevado, mesmo assim, as facilidades são ofertadas para aqueles clientes que já estão com o seu orçamento totalmente comprometido.

            Creio que seria mais interessante, e talvez, tivesse um efeito mais positivo, se fosse criado projeto de Educação Financeira, para ser desenvolvido em escolas, empresas, nas universidades, a fim de ir construindo uma nova cultura em relação ao consumismo. Para que as pessoas entendessem que consumir é importante para economia do país, mas de forma consciente, equilibrada.

           

 

           

terça-feira, 2 de outubro de 2012

DESCULPEM

 Peço desculpas, mas nos próximos três dias não conseguirei postar, em função de estar envolvida com a primeira correção do livro "Por que me endivido - Dicas para entender o endividamento e sair dele", que deverá ser lançado nas primeiras semanas de dezembro. Aguardem!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

POR QUE NOS DECEPCIONAMOS COM O OUTRO?

     
 

            Será que são os outros que nos decepcionam? Claro que não, na realidade, a decepção que sofremos é com a gente mesmo, mas projetamos para o outro, porque é difícil lidar com a frustração de que não conhecíamos a pessoa com quem nos relacionamos, seja, marido, mulher, amigos, colegas, chefes. É difícil assumir que a nossa onipotência não permitiu que víssemos que o outro não era aquilo que idealizávamos.

            Vejo as pessoas dizerem, quando se referem a alguém, que o conhece muito bem e fico questionando, será que realmente é possível conhecer o outro? Costumo dizer que mesmo que passemos vinte quatro horas do lado de alguém, os trezentos e sessenta e cinco dias do ano, não o conheceremos, por isso, nos surpreendemos, nos decepcionamos com as pessoas. Queremos que elas sejam aquilo que resolvemos, no nosso imaginário, que elas devem ser só que o outro não tem que atender a nossa expectativa. O seu único compromisso é apenas ser o que ele é.

            Conhecemos a pessoa pelo que ela nos fala, mas quem garante que não existe uma dissociação entre a fala, o pensamento e o comportamento? Partimos do princípio, que aquilo que ela nos fala, é o que pensa e sente, mas nem sempre isso é verdadeiro. Portanto, não devemos ficar deduzindo a respeito da vida do outro. Devemos estar atento ao que ele diz, o que se mostra ser, de forma bem concreta, assim não correremos o risco de construirmos a imagem de um herói em cima de um morro de areia.