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domingo, 16 de outubro de 2011

A IMPORTÂNCIA DE OUSAR

        O humano precisa traçar objetivos em sua vida, para que essa não se torne insípida. Ir ao encontro desses, mesmo que pareçam grandiosos, ou loucura para alguns, trata-se de um desafio. Como em todo desafio, o homem precisa saber qual o caminho que percorrerá, a fim de atingir os resultados desejados. Muitas vezes, precisará tomar atitudes que lhe deixará inseguro, mas são necessárias para atingir o seu ideal.

        Entretanto, algumas pessoas, acabam por desistir de seus objetivos ou fracassam, por não quererem abandonar a zona de conforto em que se encontram, criando várias hipóteses que lhe apontam apenas o fracasso. Na realidade, são desculpas por não se sentirem capazes de ousar.

       Ousar requer que a pessoa desenvolva o seu comportamento exploratório, pensando sobre o que não costuma pensar, tentando fazer coisas que nunca tentou fazer, percorrendo caminhos que nunca pensou percorrê-los, não se colocando limites, acreditando na sua capacidade, no seu potencial, superando obstáculos, demonstrando para si o desejo de mudar, de crescer. Para tanto, é necessário estar disposto a deixar a vida de lamentações, de sofrimento, de falta de esperança, a qual está habituado a viver. Pode que esse tipo de vida não lhe cause nenhum prejuízo, mas também não lhe proporciona nada, a não ser a resignação que a deixa amarga e entediada, por não ter esperança.

       A pessoa para ousar precisa primeiramente acreditar no seu objetivo ou sonho, como queiram chamar, entender a razão pela qual quer desenvolvê-lo, pois assim terá entusiasmo e paixão para correr atrás, aceitando os desafios e transpondo os obstáculos que encontrar pelo caminho.

      Aquele que acredita no seu ideal e que realmente quer conquistá-lo é tomado por uma paixão, adquirindo uma força máxima, que ao mesmo tempo é frágil. Assim como é capaz de lhe fazer brilhar, por vezes, lhe ofusca. Revigora sua autoconfiança, ao mesmo tempo em que é capaz de embeber sua lucidez. Esses opostos são necessários para manter a pessoa em equilíbrio, a fim de que possa atingir seus objetivos de forma coerente, com temperança.

      Quem não teme ousar para conquistar seus objetivos é tomado por um entusiasmo e uma paixão intensa, que lhe sinaliza o quanto seu desejo poder ser verdadeiro. Por isso, não deve pensar em desistir, mesmo que as demais pessoas considerem uma aventura. O sonho de cada um deve ser entendido e vivido pela pessoa, independente da opinião dos outros.

      Ter o desejo de alcançar seus objetivos, acreditar neles, criar estratégias para atingi-los é fundamental para poder ousar. Assim, poderá abrir mão da vida de mesmice que está acostumado a viver, percebendo que quanto maior for a sua crença naquilo que deseja e em si, maior também será a chance de torná-la realidade.

      Para fazer a diferença, tanto na sua vida pessoal, profissional, nas suas relações, é necessário que você ouse. Não seja apenas mais um no meio de uma multidão, seja apenas você, mas sabendo que se acreditar e se buscar o que se propõe, poderá ser um ponto de referencia para muitos, que buscarão também ousar, a fim de conquistar uma vida melhor.

     “O homem é um deus quando sonha, mas um mendigo quando reflete”. O poeta Hölderlin foi muito feliz nessa colocação, pois instiga o humano a refletir sobre sua postura frente à vida, convidando-o a sair da condição de mendigo, mostrando-lhe que a base para qualquer mudança é a reflexão, é o pensar.



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

POVO DE FÉ

       Falar de fé é algo extremamente subjetivo, pois se trata de uma atitude interior daquele que crê. Não é algo mensurável, mas sim uma adesão afetiva, a-racional, ao mesmo tempo, em que é supra-racional, por ser algo que transpõe a razão, se estruturando de forma racional.

       No domingo, dia 9  foi comemorado o Círio de Nazaré que ocorre na cidade de Belém do Pará  (região norte do Brasil). Hoje ele não é mais considerado apenas um evento religioso, mas cultural, visto ir pessoas do mundo inteiro para participarem dessa procissão. É a maior manifestação religiosa do mundo, também considerado o Natal do paraense. Acontece sempre no segundo domingo de outubro.

      Quando ouvia falar do Círio de Nazaré e via pelos meios de comunicação a participação do povo, não conseguia imaginar e muito menos entender a emoção e a devoção das pessoas que seguiam horas a fio, pelas ruas de Belém, com uma temperatura elevada, acompanhando a procissão, segurando a corda. Este ano resolvi ir ao Círio, prestigiar esse evento que é tão importante para os meus amigos paraenses.Só aí consegui entender que se trata se um momento mágico e de muita emoção.

      Nunca tinha visto tanta gente nas ruas, surgiam de tudo que era lugar, afinal eram dois milhões e meio de pessoas participando da procissão. Algumas iam de joelhos, outros carregando na cabeça, algo que simbolizasse a graça concebida. É lindo e ao mesmo tempo emocionante de ver o envolvimento dessas pessoas com a religião, independente do nível cultural, social e econômico. O paraense é muito religioso, tem muita fé e creio que isso é que contribui para que sigam em frente.

       Percebe-se na fé do povo paraense a confiança que tem num Ser transcendental, que não se mostra visível, mas que se faz visível através da fé, dando-lhe discernimento para que vivam com dignidade.  Demonstrando que por mais que o humano consiga transpor barreiras do conhecimento, nunca conseguirá ultrapassar o mistério da fé.

      Confesso que acabei me envolvendo naquela magia e voltei me sentindo privilegiada por ter vivido um momento tão bonito, em que um número expressivo de pessoas com motivos distintos, caminhavam incansavelmente para acompanhar a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, que após a missa realizada no início do dia (5h) na Igreja da Sé, percorre as ruas, indo até a Basílica. Esse trajeto fica  aproximadamente em torno de quatro a cinco quilômetros, levando-se uma média de quatro a cinco horas de caminhada, mas que não se sente. Inicialmente pensei que ficaria muito cansada, mas tive a sensação que fui levada, porque não senti cansaço e nem dor nas pernas, muito pelo contrário, minha disposição aumentou. Isso só pode ser explicado pelo encanto da fé.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

VAZIO INTERNO

       Aqueles que costumam acompanhar o meu blog devem perceber e quem sabe, até questionar, pois volta e meia estou falando sobre o vazio que as pessoas carregam consigo. Isso se dá em função de ser um dos fatores que as levam para psicoterapia e que vem me chamando a atenção. Queixam-se de algo que não sabem explicar, reclamam a ausência de alguma coisa ou de alguém, mas não conseguem identificar. Verbalizam que não conseguem conviver consigo, precisam de alguém, mesmo que seja apenas para ocupar um espaço e assim as pessoas vão vivendo.

     Com isso, tenho por vezes, a sensação que o humano está ficando oco, que perdeu os seus referenciais ou quem sabe, nunca teve. Percebe-se a pobreza do conteúdo e a forma concreta do pensamento, demonstrando a dificuldade que tem de abstrair. Acredito que isso ocorra pelo fato de as pessoas estarem lendo pouco, não questionarem as informações que recebem, pois lhes falta sustentabilidade para argumentar. Não param para analisar suas atitudes, seus pensamentos e sentimentos, pois não vem necessidade e também por não se conhecerem Muitos perderam o referencial de família e de religião, esquecendo que se trata de dois pontos muito importantes para a estruturação do ser humano.

      Vivem uma vida de simulacro e por vezes, parecem acreditar que é real. Alguns até conseguem perceber que optaram por viver a vida que idealizaram ter e que pagam um preço alto por isso. Outros não conseguem ter essa crítica, consequentemente sofrem mais.

       Acreditam nas histórias que contam para si e para os outros. Por não saber quem realmente são e no afã de conquistar o que desejam, acabam por ultrapassar os limites, desrespeitando e desconsiderando o outro.

     Essa falta de autoconhecimento é que leva o humano a cometer excessos, pois muitas vezes, tem uma percepção distorcida de si e acaba agindo de forma descomedida.

     Por não dispor de um tempo para se observar, a fim de conseguir decodificar a linguagem simbólica do soma e escutar a voz que vem da alma é que o humano sente esse vazio. O medo de saber quem realmente é o assusta, pois a partir do momento que tomar consciência de si, terá condições de perceber os vários excessos que cometeu, tendo que assumir as conseqüências que isso trouxe para sua vida.

    No momento em que as pessoas investirem no autoconhecimento, elas se tornarão mais equilibradas, conseguindo conviver melhor consigo, parando de depositar para o externo a responsabilidade de seus problemas. Dessa maneira, encontrarão as respostas para as buscas desordenadas que fazem a fim de preencher o vazio que as faz sofrer.



Obs.: Como estarei viajando nos próximos dias, não postarei nada no final de semana.

domingo, 2 de outubro de 2011

IMEDIATISMO

       Vivemos na era do imediatismo, nada pode ser para amanhã, tudo tem que ser para “ontem”, como algumas pessoas costumam dizer. Quando isso não acontece, elas ficam brabas ou sofrem, porque não sabem lidar com a frustração.

        As ideias geradas em nosso cérebro, logo precisam ser colocadas em ação, levando as pessoas a agirem por impulsividade, sem analisarem as possíveis conseqüências e repercussões que tais atos  poderão causar em sua vida. Tudo isso se dá, em função do mundo capitalista em que vivemos, onde o produzir se tornou uma obrigação e a competitividade se estabeleceu. Não deixando espaço para que as pessoas abstraiam o que estão pensando, sentindo e até mesmo fazendo.

      O humano passou a agir de forma racional, deixando de lado o questionamento propostos pela filosofia, porque essa passou a ser compreendida como perda de tempo, já que não é algo lucrativo, na visão de muitos. Esquecem que é por meio do questionar que o pensar se constrói, convidando-nos a refletir sobre a forma de agir, sobre os seus princípios e valores. Talvez se o humano se questionasse mais, refletisse antes de tomar determinadas atitudes, lucrasse muito mais.

       As pessoas apesar de gritarem por liberdade estão se tornando prisioneiras do dinheiro, do status, do poder, da sociedade. Não conseguindo ser quem realmente gostariam, porque sente-se na obrigação de atender a demanda imposta pela sociedade capitalista, em que todos nós estamos inseridos. Também, por não terem consciência do quem realmente são ou do que gostariam de ser.

      Essa busca por conquistar os objetivos e desafios que o homem se propõe, faz com que se torne refém do tempo, afastando-se do aqui-e-agora, porque vive no passado ou preso a um futuro que poderá ou não chegar. Não conseguem nessa correria se dar conta, que o futuro depende do momento presente, sem este, ele não existirá.

      O interessante de ver e ao mesmo tempo preocupante, é que as pessoas correm como se estivessem indo ao encontro de um objetivo, mas na maioria das vezes, agem pela impulsividade. Muitos se deixam levar pelo inconsciente coletivo e quando percebem, estão correndo porque entram na “onda” dos outros. Porém, não têm nenhum ponto específico para atingirem. Com isso, acabam cansando, se frustrando, se desmotivando, por verem que foi em vão a sua correria.

      Sem falar daqueles que parecem andarilhos, vão para todos os lugares, mas não encontram satisfação e prazer em lugar algum, porque na realidade, estão em busca de algo que preencha o vazio que sentem, mas que não conseguem identificar a causa. Perambulam pelas ruas, avenidas, parques, se relacionam com várias pessoas, mas no fundo não sabem a serviço de que estão no mundo. Dando-nos a impressão de que vieram a passeio, porque não se esforçam, para ir ao encontro de algo, que possa somar em sua vida.

           Dessa forma, o humano vem se tornando desumano, porque age pelo impulso, pela razão e os sentimentos acabam ficando de lado. Não consegue ser generoso nem consigo, por não se respeitar e se colocar em situações que lhe agride, mas que acredita precisar vivenciá-las, pois só assim, os outros poderão vê-lo como um herói. Se não consegue ter um olhar para si, como conseguirá ter para o outro? Por essa razão é que nos defrontamos com tanta violência e injustiça, porque o ser humano está esquecendo a sua essência, preferindo valorizar e se deleitar com as coisas que o mercado capitalista lhe proporciona, de forma imediata.
 .

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

SÍNDROME DE ALIENAÇÃO PARENTAL

   
        Afinal o que é Síndrome de Alienação Parental? Essa síndrome foi descrita por Gardner, psiquiatra norte-americano, como sendo um distúrbio infantil, que tem seu início, geralmente, em um contexto no qual  o casal briga pela posse e guarda dos filhos. Ela é muito conhecida nos processos de separação/divórcio e guarde de menor, mas não tem nada que impeça as pessoas, até mesmo não parentes,  que detêm a guarda do menor, a cometer o delito de alienação parental.

      A criança começa um processo de difamação contra um dos seus genitores, sem que haja um motivo para isso, a não ser a influência de um dos pais, a fim de que passe a odiar o outro. Para que possa ser configurada a síndrome, é de fundamental importância a colaboração da criança, nesse processo de denegrir a imagem de um dos genitores, desenvolvendo sintomas como: campanha de difamação, racionalizações pouco consistentes, frívolas ou até mesmo absurdas, a fim de sustentar a difamação, falta de coerência, animosidade na relação com os amigos ou com a família do genitor alienado, etc.

     Claro que fica evidenciado o comprometimento psíquico do genitor que conduz seu filho a agir dessa forma. Existem fatores conscientes e inconscientes desse genitor, que não permite mensurar a representação que isso terá na vida emocional e psíquica do filho. Gardner afirma que essa atitude, caracteriza um déficit na capacidade parental do genitor que induz o filho a síndrome, demonstrando uma incapacidade de criar os filhos e cometendo um ato de abuso contra os mesmos.

     Muitas vezes, o casal ao se separar, esquece que foi a sua relação que não deu certo e procura projetar para os filhos, as suas frustrações, seus recalques, como se isso fosse aliviar os sentimentos que vivem. Desenvolvem o hábito de denegrir a imagem do outro, apontando seus defeitos, seus pontos falhos, criando histórias para que os filhos passem a ver o outro genitor de forma diferente. É bastante comum se verificar essa atitude em mulheres em que o marido pediu a separação ou foram traídas. Procura fazer com que os filhos desenvolvam os mesmos sentimentos que tem em relação ao parceiro, procurando mantê-los afastados, como forma de punir o ex-marido.

      O filho acaba por acreditar nas informações que escuta, às vezes, por não ter idade suficiente para discernir os fatos, tomando partido daquele que lhe está próximo. Essa atitude do genitor, que visa afastar o filho do outro, talvez possa ser compreendida como uma forma de manter o filho próximo, sem ter que dividir com o outro genitor, por medo de sofrer novo abandono. Existem outros entendimentos que poderiam ser feitos aqui, mas penso que não é esse o objetivo.

      Essas informações que a criança recebe quase diariamente, em relação ao seu outro genitor, muitas vezes parecendo se tratar de uma lavagem cerebral, depois de um tempo, faz com que a criança passe a acreditar que são verdadeiras e a fazer associações de situações que acredita ter vivenciado. E aí, que a criança começa a  formar falsas memórias.

      A criança relata fatos de coisas vivenciadas quando tinha dois ou três anos de idade, acreditando que são verdadeiros. Na realidade ela tem internalizado informações que obteve pela fala de terceiros, pois uma criança não consegue armazenar na memória, vivências desse período de sua vida.

      Infelizmente, muitos de nós conhecemos pessoas que agiram ou agem dessa forma com seus filhos, acreditando que estão prejudicando o outro genitor, mas na realidade estão atestando a sua fragilidade, a dificuldade de lidar com a frustração, com o abandono entre outras coisas e causando um dano psíquico significativo nos filhos. O genitor que faz isso está cometendo um ato de violência contra o seu filho, pois não esqueçam pressão psicológica é um dos vários tipos de violência existentes.



terça-feira, 20 de setembro de 2011

FALSAS MEMÓRIAS

       É importante que tenhamos claro que ao falarmos em falsa memória, não estamos falando em mentira, mas sim dos resultados de estudos realizados no início do século XX, por Binet, na França, no ano de 1900 mais precisamente, juntamente com Stern na Alemanha, em 1910, mostrando a falsificação que ocorre na memória.

      Essa falsificação de informação se dá pela inserção de informação não-verdadeira, frente a uma experiência vivenciada, fazendo com que a pessoa acredite ter realmente vivenciado aquela situação, por exemplo, uma pessoa esquece sua chave em casa em cima da mesa, ao procurar e não encontrá-la em sua bolsa, faz uma retrospectiva, lembrando que pegou a chave e colocou na bolsa como costuma fazer. Ao chegar a casa, vê que sua chave está em cima da mesa.

     No entanto, as falsas memórias não se dão apenas em nível de inconsciente ou por uma inflação da imaginação sobre determinado evento, pode ocorrer por uma sugestionabilidade externa. Nossa memória é suscetível à distorção frente a informações que recebe, após ter vivenciado determinado fato.

      Informações errôneas sobre determinados eventos, são altamente influenciáveis na lembrança dos mesmos, podendo ocasionar modificações sobre os fatos vividos. Isso ocorre, pois a desinformação é capaz de modificar as lembranças de forma previsível, no nosso dia-a-dia. Uma informação errônea é capaz de imiscuir-se em nossa lembrança quando falamos com alguém.

     Às vezes somos surpreendidos por pessoas que nos relatem detalhes de uma história, que vivenciamos juntas, pois contam riquezas de detalhes, que sabemos que não aconteceu, mas elas têm a convicção de que realmente aquilo aconteceu. Mesmo ao serem contestadas, não se convencem, achando que não prestamos a atenção necessária sobre o evento. Isso ocorre, devido às informações obtidas após a ocorrência do evento.

    Quando acontece esses episódios, algumas pessoas confundem isso com a mentira, no entanto Destarte salientou que “a mentira e o erro involuntário tomam, aproximadamente, as mesmas formas, ainda que aquela tenha preferências pelas que aumentam, com toda classe de elementos, a realidade, e estes pela que se contentam em deformá-la. Porém ambas têm, muitas vezes, as mesmas causas profundas, afetivas ou patológicas, ainda que a mentira seja mais exatamente imputable a uma falta de controle voluntário”.

     Segundo alguns estudiosos das falsas memórias, existem dois tipos: as ocorridas de fatos que não existiram e o ressurgimento de lembranças que estão recalcadas no inconsciente e surgem a partir da inflação da imaginação. Sabe-se que as falsas lembranças se dão em função da combinação de lembranças verdadeiras e de sugestões vindas de outras pessoas.

     É preocupante no meio jurídico as falsas memórias, porque elas podem ocasionar graves prejuízos a outrem. Porque é difícil desvelar os fatos que realmente aconteceram num processo, por meio do depoimento da vítima e das testemunhas, percebendo-se muitas contradições em seus depoimentos e sendo que, às vezes, o fato em si, não deixa vestígios.

      Infelizmente ainda temos muitos profissionais que atuam na psicologia jurídica, que não estão bem familiarizados sobre esse assunto, onde me incluo, porque demanda muito estudo. Não existe nenhum estudo conclusivo sobre os mecanismos da elaboração das falsas memórias. Resta-nos então, continuar buscando aprimorar o conhecimento que temos, a fim de podermos oferecer cada vez mais, serviços mais qualificados a justiça.



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

DESCULPAS

Peço desculpas aos meus seguidores e leitores, por não estar conseguindo atualizar a postagem, mas estou com muito trabalho. Comprometo-me de no feriado escrever. Agradeço a compreensão.