É NESSA QUINTA-FEIRA, O PAPOS & IDEIAS, NÃO PERCA!
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domingo, 30 de junho de 2013
sábado, 29 de junho de 2013
SÍNDROME DO “E SE”?
Existem pessoas que
devido sua ansiedade estão sempre preocupadas com o “e se”; e se der errado? E
se eu estiver com uma doença grave? E se me faltar dinheiro? E se o meu marido
arrumar outra pessoa? E seu eu for reprovado no exame de direção? E se o banco
cortar o meu cheque-especial? Por isso estar tão internalizado, não percebem
que sempre estão com esse questionamento e acabam sofrendo por coisas que
poderão ser ou não verdadeiras, mas não conseguem se livrar disso, porque ficam
com o pensamento paralisado no “e se”, não enxergando nenhuma outra
possibilidade em sua vida.
Na maioria das vezes, as preocupações ocasionadas pelo “e
se” são infundadas, porque se trata de pensamentos disfuncionais, causados pela
ansiedade. Como resolver isso? Questionando-os, vendo o quanto é verdadeiro o
que você está pensando. Também pode fazer uma relação com todas às vezes que
perdeu o sono ou o apetite, em função de alguma dúvida causada pelo “e se”, a
fim de averiguar se o pensamento era ou não verdadeiro. Verá que geralmente não
passou de um pensamento e que não valeu todo o estresse que teve, portanto,
quando esses pensamentos começarem a surgir em sua mente procure distraí-la com
algo que lhe dê prazer, cante, vá fazer uma atividade física, ligue para uma
amiga, leia, veja um programa que goste, mas não fique alimentando o pensamento.
Livrar-se desse tipo de pensamento é essencial, devido
ele bloquear a capacidade de resolução de problema, porque a pessoa fica presa apenas
nas tragédias que poderão acontecer em sua vida, sem conseguir desfrutar o que
de bom a vida tem a lhe oferecer, visto potencializar a probabilidade de algo
dar errado. Não que coisas erradas não possam ocorrer, precisa-se ter claro que
a chance de algo dar certo ou errado é sempre 50% para cada lado, entretanto,
algumas pessoas só conseguem pensar na possibilidade de dar errado e ainda por
cima, supervalorizam essa possibilidade. Andam na rua sempre com medo de serem
assaltadas, não andam de avião porque pode cair, porque se detém apenas as
notícias de aviões que caíram, ou seja, valem-se da atenção seletiva, ou seja,
ficam atentas as notícias que reforcem os seus pensamentos disfuncionais.
O grande agravante que vejo, é que as pessoas imaginam uma
situação, a partir do “e se”, e passam a vivê-la como verdadeira, ficam
ansiosas, sofrem alterações de humor, perdem o sono durante a noite, o apetite fica
alterado, a atenção dispersa e quando percebem que nada aconteceu, ainda justificam
que poderia ter acontecido. Sofrem por antecipação, acabam tendo todo um
desgaste emocional, desnecessariamente. O ideal seria que essas pessoas
conseguissem fazer uma reestruturação cognitiva, para viverem melhor, com mais
qualidade, mais alegria e sem tanto sofrimento, que acaba deixando-as amargas.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
REAVALIAR
Não são poucas as vezes
que precisamos parar e reavaliar o que estamos fazendo com a nossa vida, com o
nosso corpo, com as pessoas que estão a nossa volta, a fim de fazer um balanço
que nos permita ver como estamos nos tratando e também tratando os outros.
Reclamamos das coisas que não gostamos, dos desafetos que
os outros nos causam, das dores que a vida nos oferece, mas não paramos para
pensar qual a nossa participação nisso. Não avaliamos se é apenas a nossa
percepção que está fazendo com que tenhamos essa visão. Claro que a nossa
percepção se estabelece a partir das nossas vivências, das nossas crenças, das
nossas experiências, dos nossos valores e de todas as informações que temos registradas no nosso
inconsciente.
A partir do momento que conseguimos identificar a maneira
como estamos percebendo a realidade que nos envolve, temos que verificar qual a
forma que olhamos e nos relacionamos com ela, ou seja, se é ansiosa,
estressante, com pânico, com medo, etc.
Se nesse processo, nos
dermos conta que não estamos contentes com a maneira que estamos lidando com a nossa
realidade e não temos como mudá-la, o mais sensato seria mudar aquilo que essa
realidade representa para nós, ou seja, como não é possível mudar a essência do
mundo, das pessoas e dos objetos com quem nos relacionamos, deveríamos ressignificá-los,
reclassificá-los e revalorizá-los dentro de nós, a fim de aliviar o desconforto
que isso possa estar nos causando. Para tanto, faz-se necessário que paremos e olhemos para nós, assumindo a responsabilidade dos nossos sentimentos e emoções, ao invés de
ficarmos projetando para o externo o nosso descontentamento com a vida, com os
outros e com o mundo. Avaliemos a nossa tríade cognitiva: Como eu me vejo? Como vejo
o outro? Como vejo o mundo? E a partir daí pensemos qual o melhor caminho a seguir
para que a nossa realidade se torne mais prazerosa.
CONVITE
Hoje, às 15h, estarei no salão paroquial da Igreja Santa Terezinha da José Bonifácio (POA/RS), falando sobre quanto nossas emoções influenciam nosso corpo. Quem tiver interesse nesse tema, é só chegar lá. Serão bem vindas.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
O ADOLESCENTE E O ALCOOLISMO
ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL "COMANDO DA CIDADE"
Vem chamando atenção o número de
adolescentes que estão fazendo uso de álcool, apesar de a venda de bebida
alcoólica para menor ser proibida.
Os
jovens no afã de se mostrarem muito espertos e na ânsia de afirmarem a capacidade
que tem de não respeitarem regras, enchem o peito para contar que conseguem
burlar a lei, comprando bebidas alcoólicas, pois alguns comerciantes não pedem
documento que comprovem que são maiores de idade, acreditando apenas na palavra
do próprio adolescente.
Até
dá para entender a postura do comerciante, que está apenas preocupado com o seu
lucro, porém, não justifica e não nos leva a concordar com tal postura, porque
além de estar infligindo à lei, mostra a sua total despreocupação com o outro,
deixando prevalecer seu olhar egocêntrico frente às questões sociais.
Agora,
o mais preocupante, são os pais desses adolescentes, que parecem não estar
preocupados com esse problema, chegando, algumas vezes, a autorizá-los a beber
em festas. Por que estão sendo coniventes com isso? Quais os ganhos secundários
que estão tendo? Será que a permissividade é a forma que conhecem para
expressar o seu amor pelo filho? Será que temem a reação dos filhos se derem
limites? Muitos são os questionamentos que não querem calar, quando nos
defrontamos com essas situações.
O
adolescente está clamando por limites, isso fica claro quando abordamos esse
assunto com eles. Justificam seu comportamento, alegando que as autoridades
nada fazem para impedi-los de usar bebida de álcool, porque não estão em frente
aos locais que ocorrem as festas, onde o álcool corre solto. Quando
questionados se são as autoridades que tem que lhes dar esse limite ou se isso
deve iniciar em casa, silenciam e ficam a pensar. Obviamente, que tentam eximir
os pais dessa responsabilidade, pois essa é uma reação normal do filho, mas
esse questionamento os faz pensar.
Não
é incomum vermos pais contarem para os amigos que o filho chegou alcoolizado em
casa, achando graça. Outros fazem vista grossa, porque não querem se incomodar
e ainda tem aqueles, que verbalizam que compram bebida para os filhos, pois
preferem que eles bebam em casa, sobre o seu controle. Com isso o número de
jovens que vem contribuindo para aumentar as estatísticas que mostram o abuso de
álcool na adolescência, está crescendo.
Esse
comportamento dos pais parece ser sintomático, levando-nos a pensar sobre a
representatividade que o álcool tem em suas vidas, bem como, sobre a
dificuldade que tem dar limites aos filhos. Esquecem, que quem ama educa e
educar é ensinar o que é certo e errado, é dar limites, é dizer não, a fim de
gerar o sentimento de frustração no filho para que esse pense sobre suas
atitudes. Alegar que os jovens de hoje não escutam os pais é porque esses não
se fazem escutar, porque resolveram assumir o papel de amigo, que, diga-se de
passagem, é bem mais fácil, do que de pais. Pais tem que dar exemplos,
transmitir princípios, valores éticos e morais, entretanto, parece que essas
coisas tão óbvias caíram no esquecimento.
A
venda de bebida alcoólica tem que ser fiscalizada pelos agentes da lei, por nós
adultos quando vemos algum comerciante vender, pelos pais. Agora, o exemplo, a
fiscalização maior tem que se dar pela família e talvez essa seja a raiz do
problema do alto índice de alcoolismo entre adolescentes.
NÃO PERCAM!
O Programa da Marley Soares (55UHF e 11 Net), a partir das 17h, pois estarei lá, falando sobre a influência das emoções no endividamento e dando dicas para não entrar ou sair dele.
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