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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O QUE QUERO SER

     Esta parece ser uma pergunta pertinente à adolescência, na realidade, ela pode ser feita a qualquer momento da vida, pois sempre é tempo de tornar-se aquilo que deseja ser.

    Ás vezes, ficamos presos a algumas convenções, esquecendo que sempre é tempo para refletir sobre a própria vida e fazer as mudanças que julgar necessárias. Afinal, estamos vivos e podemos pensar sobre o tipo de pessoa que ainda gostaríamos de nos tornar. Pessoas mais leves, mais brincalhonas, mais risonhas, menos estressadas, mais humanas, mais tolerantes, menos apreensivas, menos egoístas, mais saudáveis?

    A resposta está dentro de cada um, o importante é questionar-se e estar aberto às mudanças. Entretanto, não são todos que encontram a resposta, por não estarem abertos ou preparados para enfrentar à mudança. Estas, geralmente, são pessoas menos introspectivas, que tem um olhar mais voltado para o externo e para o outro. Justificam o seu não fazer, a sua condição, responsabilizando o universo e o outro.

       Mudar não é fazer tudo o que quer, mas é desenvolver a capacidade e levar a sério tudo aquilo que está fazendo, a fim de obter satisfação.

     Queixar-se da vida, responsabilizar o outro, assumir o papel de vítima, não leva ninguém a nenhum lugar, ou melhor, leva a uma frustração constante, tornando-se reféns de uma vida infeliz. Não se dão conta do absurdo que colocam, pois como alguém poderá ter poder sobre a nossa vida, o nosso destino e a nossa felicidade?

     Por não pensarem o que querem ser, acabam não encontrando alternativas para sua vida, ficando paralisados na situação em que se encontram. Normalmente, as pessoas respondem facilmente a pergunta o que querem ter, não precisa nem pensar, ignorando que o ter pode ser passageiro, ao passo que o ser não se trata de algo efêmero, no entanto, não é valorizado, porque não é algo que pode ser visto por todos,  é trabalhoso  e por vezes, dolorido e angustiante.

     Só que para se chegar a algum lugar, faz-se necessário saber o que se quer ser, caso contrário, a pessoa continuará patinando na mesmice em que vive há muito tempo.

            

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A PAZ INTERIOR

            Paz interior é algo que a maioria das pessoas busca, mas têm dificuldade de encontrá-la. Geralmente, porque não conseguem se libertar das amarras que não as deixam ter esse sentimento.

         Dizer que a paz interior não tem preço, é uma grande falácia, pois para conseguir atingir este estado, paga-se um preço muito alto, pois é necessário abrir mão de sentimentos que, muitas vezes, estão tão arraigados na pessoa, como o orgulho, a vaidade, a onipotência, a prepotência, entre tantos outros.

        As escolhas que fazemos no decorrer de nossa caminhada é que irão nos proporcionar ou não este sentimento. Quando a pessoa opta por viver uma vida fantasiosa, está irá despertar sentimentos de medo e insegurança, em função de temer que os outros descubram a sua realidade. Aqueles que são rancorosos, que não conseguem aceitar as críticas, que vivem arranjando pretextos para brigarem, consequentemente, não conseguirão, também, obter a paz interior.

     Algumas são as renúncias que precisam ser feitas para se obter a paz, mesmo que estas, em um primeiro momento, sejam sofridas. Na medida em que a pessoa começa a vislumbrar o seu objetivo, percebe que valeu a pena trilhar o caminho em busca da sua tranquilidade interior, independente do preço pago para conseguir a sua conquista.

   Para atingir qualquer objetivo na vida, faz-se necessário a disciplina, determinação, motivação e ação. Na caminhada em busca da paz interior, estes quatro ingredientes precisam se fazer presentes, caso contrário, corre-se o risco de parar no caminho. Sabe-se que a caminhada é árdua e não faltarão aqueles que irão incentivar a desistir, por acreditarem que se trata, apenas, de uma utopia.

     Penso que não se trata de algo utópico, mas sim, de um desafio como tantos outros que a vida nos oferece. Só que um dos grandes segredos para vencer na vida, é vencer naquilo que você sabe que o deixará feliz. Sendo assim, se encontrar a paz interior o deixará feliz, não desista, mesmo que muitas arestas precisem ser quebradas.

sábado, 26 de outubro de 2013

GANHOS E PERDAS NAS TOMADAS DE DECISÃO

        Todas às vezes que tomamos uma decisão, antes precisamos refletir o que iremos ganhar e perder. Normalmente, nos preocupamos com o que vamos ganhar ao decidirmos algo, esquecendo o que perderemos e qual o preço que teremos que pagar em nome do nosso ganho.

       Quando nos damos conta da importância do que perdemos para ganhar, por vezes nos assustamos, surgindo à dúvida se fizemos a escolha correta. A partir de então, muitas vezes, em outros momentos, usamos essas perdas para nos sabotarmos e não darmos continuidade a nossa caminhada.

     Em alguns momentos, precisamos rever as nossas decisões, se o preço nos for muito pesado. Temos que ter consciência do quanto podemos pagar e dependendo, é necessário realinhar aquilo que decidimos em um primeiro momento, tendo que rever as combinações que fizemos com as pessoas que possam estar envolvidas no processo.

      Não é nada incomum, termos que desconstruir para reconstruir. Tarefa que não é fácil, pois nos tira algumas noites de sono, nos gera medo, insegurança, ansiedade e nos leva a estabelecermos um diálogo interno, que acaba tornando o processo pior do que realmente ele é, porque surgem vários pensamentos disfuncionais para nos atormentar. O fato de não ser uma tarefa fácil é visto por algumas pessoas, como algo quase que impossível, só que não é.

      Todo o processo de mudança é dolorido, triste, tenso, incerto, confrontador, ao mesmo tempo, que é algo prazeroso, confiante, motivador e recompensador. Nada melhor quando olhamos para nossa vida e conseguimos ver a virada que demos, os paradigmas que quebramos, o quanto conseguimos nos libertar das pressões alheias, tendo a convicção de que não somos reféns de nada na vida e que temos condições de mudar tudo o que queremos, a partir do nosso comportamento, das nossas tomadas de decisões. Somos os únicos sabotadores e motivadores da nossa vida e para termos uma nova vida, é preciso se livrar de velhas crenças, não ficando presos a elas, avaliando os ganhos e as perdas que teremos ao nos livrarmos delas.

     Obviamente que este não é um processo que ocorre de um dia para outro e tão pouco é fácil, mas se tivermos a clareza que os resultados felizes de nossas vidas não são fáceis, mas sim possíveis, desde que estejamos dispostos a encarar o processo de mudança, com certeza conseguiremos.    


terça-feira, 22 de outubro de 2013

É PRECISO TIRAR A VENDA


            A dificuldade que temos para mudar pode ser ocasionada pela venda que temos em nossos olhos e que nos proíbe de ver quem realmente somos.

A percepção que muitas vezes temos de nós, é construída a partir da fala do outro, que se dá por meio do seu olhar e da sua percepção. Lembrando que esta é formada pelas vivências, experiências, crenças e conteúdos internos daquela pessoa. Conteúdos estes, muitas vezes, carregados de recalques, frustações, de sentimentos de inferioridade, de medos, de inseguranças que precisam ser projetados para o outro, a fim de sentir-se aliviado e poder se perceber como uma pessoa importante, ou seja, precisa desvalorizar o outro para poder se sentir alguém.

Como temos dificuldade de sabermos quem realmente somos, porque não consideramos importante nos conhecermos, passamos a acreditar e supervalorizar o que o outro diz a nosso respeito. O agravante maior é que internalizamos isto como se fosse uma verdade absoluta e somos capazes de paralisarmos a nossa vida em função da fala do outro. Sem percebermos, contribuímos para que ele atinja o seu  objetivo, pois nos aniquilamos, nos colocamos numa condição de submissos, acatamos a sua fala, para que o outro se veja como uma pessoa poderosa, importante, sábia. Quando na realidade isto não passa de uma falácia.

Por não conseguirmos ter um olhar mais profundo para dentro de nós, não temos consciência de quem realmente somos, com isso passamos parte da nossa vida tateando em busca de algo que não sabemos o que é, sem nos permitirmos viver os momentos bons que a vida nos propicia, porque não nos julgamos merecedores, afinal nos disseram que não somos bons e se não o somos, como poderemos ter momentos felizes?

A partir do momento que temos consciência de quem somos e do que somos, não damos mais permissão para ninguém se afirmar enquanto “ser” por meio de nós. As pessoas só fazem isto porque permitimos e permitimos porque não conseguimos nos libertar da venda que colocamos em nossos olhos para nos protegermos, pois tememos ver algo que possa nos desagradar dentro de nós.


As mudanças só ocorrem em nossa vida, quando nós mudamos. Quando a referência que temos de nós foi construída através do nosso autoconhecimento, mas não em cima do que os outros disseram. Perceber-se por meio do olhar do outro é correr o risco de ter uma percepção distorcida de si.